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A planície de Montemor-o-Velho
Este ramo inicia-se com o casamento de Catarina Girão (que poderá ser filha ou talvez neta de António Girón) com Gaspar Pessoa de Andrade, fidalgo da Casa Real e morgado da Capela de Santa Catarina de Montemor-o-Velho. Deles foi filho Manuel Pessoa Girão, natural e morador em Montemor-o-Velho, mas que a partir de 1580 viveu sobretudo no Porto, onde tinha sido nomeado escrivão das apelações e escrivão das lembranças das sentenças. Faleceu tragicamente no ano de 1598 em Viana do Castelo, onde se deslocara em serviço, deixando viúva e 8 filhos menores. Para prover ao sustento da família, o rei D. Filipe II determinou que os referidos cargos ficassem para quem casasse com a filha mais velha (Catarina, tal como sua avó), o que se verificou cerca de 2 anos depois. Dessa forma, este ramo da família Girão fixou-se no Porto, cidade onde aliás ainda hoje habitam muitos dos seus descendentes. Verifica-se neste caso um fenómeno muito interessante, embora não inédito: o apelido Girão foi abandonado ao longo de 4 gerações, mas um dos tetranetos de Manuel Pessoa Girão recuperou o uso desse nome, que se manteve até hoje. Eis uma extensa árvore que descreve como este ramo evoluiu e como deu origem a 3 novos ramos:
Legenda: b=nasceu, ca.=cerca de, FCR=Fidalgo da Casa Real, COC=Cavaleiro da Ordem de Cristo. Árvore desenhada com: "Family Tree Maker" version 9.0 © 2001 Genealogy.com. All rights reserved.
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