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Introdução Era tradição afirmar-se a existência de apenas uma família Roseira em Portugal, o que não é verdade, pois sabemos hoje que existem pelo menos 3 origens distintas (uma no Douro, outra em Trás-os-Montes, e uma terceira na Beira Baixa), todas elas surgidas em meados do século XIX, um século reconhecidamente prolífico no aparecimento e modificação de apelidos em muitas famílias portuguesas. Esta página refere-se à família Roseira com origem na região do Douro, onde esse apelido começou a ser oficialmente utilizado em 1844. Apesar da humildade das suas origens, é uma família numerosa e com uma história muito interessante, tendo alguns dos seus membros atingido posições de relevo local, regional, e mesmo nacional, em várias épocas da história portuguesa dos últimos 150 anos.
A genealogia destes Roseira encontrava-se já razoavelmente bem delineada, fruto
da pesquisa de D. Maria Lucinda Roseira Abrunhosa, a cuja memória se dedica esta
página. O papel do autor deste estudo tem sido o de aprofundar e actualizar o trabalho anteriormente realizado. A origem do nome Roseira é bem clara neste caso: António Rodrigues e Umbelina Lopes viveram na Casa da Roseira em Covas do Douro, freguesia do concelho de Sabrosa. Os seus filhos passaram a ser conhecidos como os "da Roseira" ou, mais simplesmente, os "Roseira".
Covas do Douro no início do séc. XX (a Casa da Roseira está ao centro, em 2º plano)
A família da Casa da Roseira António Rodrigues nasceu em Covas do Douro no ano de 1783, sendo filho de João Rodrigues e de Maria Jacinta Pereira, casados a 15-5-1774. Era neto paterno de Manuel Rodrigues e de Joana Fernandes, e neto materno de Jacinto Martins e de Maria Pereira, todos da freguesia de Covas. Umbelina Lopes nasceu em 1790 na mesma freguesia, filha primogénita de Luís António Lopes Esteves e de Ana Pereira (esta do lugar do Pesinho), que tinham casado a 3-8-1789. Os seus avós paternos eram Manuel Fernandes e Maria Lopes, e os maternos eram José Pereira e Maria Fernandes, todos também de Covas. António e Umbelina casaram na Igreja de Covas do Douro no dia 3 de Julho de 1815. Tiveram 9 filhos, dos quais quatro deixaram descendência. Eis o nome desses filhos: I. - Luís Rodrigues Lopes Roseira, nasceu em 1816, lavrador, cujos descendentes incluem 4 filhos, 9 netos, 13 bisnetos, 13 trinetos e 2 tetranetos. II. - António Joaquim Lopes Roseira, n. a 30-12-1818, foi padre, professor, fundador do Colégio de Lamego, fal. a 8.2.1898. Sem geração. III. - Maria José Justina Lopes Roseira, n. em 1821, faleceu solteira e sem filhos. IV. - José Rodrigues Lopes Roseira, n. a 19-3-1823, ferreiro e lavrador, teve 5 filhos, 10 netos, 28 bisnetos, 45 trinetos e 8 tetranetos. V. - Francisco António Lopes Roseira, n. a 22-2-1825, emigrante no Brasil, regressou e fundou o Colégio com os seus irmãos; dele se contam 7 filhos, 25 netos, 45 bisnetos, 82 trinetos, 47 tetranetos e 1 quinto-neto. VI. - Miguel António Lopes Roseira, n. a 9-1-1827, foi para o Brasil, aí fal. a 22.1.1853, solteiro e sem geração. VII. - Manuel António Rodrigues Lopes Roseira, n. a 2-11-1829, padre, fundador do Colégio de Lamego, reitor do Liceu de Lamego, Deão da Sé de Lamego, viveu na Casa das Lages, aí fal. a 10.1.1907. Sem geração. VIII. - Maria do Carmo Rodrigues Lopes Roseira, n. a 9-11-1831, casou e teve 3 filhos, 2 netos, 4 bisnetos, 3 trinetos e 5 tetranetos. IX. - Mariana, n. 24-4-1836 e faleceu a 28 do mesmo mês e ano.
NOTA: Está em curso um trabalho de actualização e reformulação da genealogia desta família, tendo como objectivo a edição de um livro. Por esse motivo, não estão de momento disponíveis online as páginas complementares que descrevem os diversos ramos desta família.
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